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corda01
Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

Esperança

Se quiseres partir amanhã
eu páro o mundo
com facilidade, assim
com esta mão
e então descobriremos
o mais profundo fundo que há no mundo
que é no irmos fundo às coisas
que há razão.
de verdades consumadas me consomem
de falácias bem montadas me alimentam
mas meu filho, mora o reino do futuro
que é mais duro
e não vai ser com palavras
que o contentam.


Se a morte lenta te rebenta sob a pele
a cada dia e se no teu braço apenas sentes a força
de um cansaço organizado
mas manténs na tua fronte a dúvida
e o gosto pelo longe e a maresia
e se sentes no teu peito de criança
a alma de um sonho amordaçado


se quiseres partir amanhã
eu páro o mundo
com facilidade assim
com esta mão
e então descobriremos o mais profundo
fundo que há no mundo
que é no irmos fundo às coisas que há razão

Iste mundus furibundus falsa prestat gaudia,
quia fluunt et decurrunt ceu campi lilia.
Laus mundana, vita vana vera tollit premia,
nam impellit et submergit animas in tartara.

(in "Carmina Burana", c.1230)
Tradução do latim:

Este mundo furibundo nos dá falsas alegrias,
que fluem e se dissipam como pelos campos os lírios.
Louvores mundanos, vida vã afastam-nos dos veros prémios,
para impelir e submergir nossas almas no tártaro.

 

 

Letra e música: Pedro Barroso
Intérprete: Pedro Barroso (in "Roupas de Pátria, Roupas de Mulher", 1986)

publicado por João Pita às 20:05
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