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corda01
Quarta-feira, 29 de Junho de 2016

Mulheres do mar.

 

Carregue no PLAY para ouvir a Ana Margarida.

 

 

Sou a Ana Margarida, neta de pescadores, menina mulher da Cova-Gala onde nasci, vivo e trabalho.

Ainda não me conhecem, mas prometo tudo fazer para, de aqui a uns tempos e com o correr das crónicas, nos conhecermos melhor.

Quando me propuseram este desafio logo me inundou o pensamento falar das mulheres do mar.

As mulheres, sempre presentes na vida dos homens do mar.Sem Título-22 cópia.jpg

Iremos falar deste tema, recuando no tempo e descrevendo aspetos históricos da vivência de então.

Também falaremos das questões da atualidade e modernidade que, por ironia do destino, nalguns aspetos, de modernidade não tem nada, antes se assemelhando ao cinzentismo de outros tempos.

O sal que me corre nas veias deu-me o mar quando nasci.

Esse mesmo mar que tem alimentado gerações e gerações de Covagalenses, ao longo dos tempos, no seu infindável labutar.

Aliás, é esse mar que nos dá identidade enquanto povo.

Por ele e através dele cruzámos oceanos, pescámos nos mares da Terra Nova, da Gronelândia, de África, das Américas e da Ásia.

O que seria, como seria a vida dos pescadores sem a presença, “omnipresença”, das suas mulheres?

É comummente aceite que a vida do mar é para homens. O mundo do mar sempre foi considerado social e profissionalmente como masculino, de homens e só para homens.

Mas, será que é assim?

Será que, se repararmos bem nos comportamentos das comunidades piscatórias, não iremos encontrar muitos exemplos em que essa verdade é, foi, colocada em causa?

Será que não assistiremos a trocas de papeis e de tarefas profissionais com a mulher a ocupar papel de relevo?

Sim! Iremos, claro que iremos!

E mais, as mulheres do mar, sempre tiveram a cargo, sempre a seu cargo, a casa, a educação dos filhos, o amanhar da terras nos quintais, a gestão dos dinheiros, da míngua como se dizia então …

Enquanto os homens labutavam durante seis meses por ano, na pesca do bacalhau, nos mares do Atlântico norte, eram elas, as mulheres, que guardavam a retaguarda, sustinham o asseio, o sustento da casa e dos filhos.painel06

E ainda tinham tempo para carrear torrão nas marinhas de sal…

Trabalhar nas secas do bacalhau …

Descarregar e carregar barcos…

Puxar as redes das artes na praia …

Vender o pescado nas praias ...

Vender e apregoar o peixe pelas aldeias e cidades circundantes, calcorreando caminhos, cabeços e valados de canastra à cabeça …

Quase sempre sorrindo...

Sim, quase sempre sorrindo porque, apesar de tudo, ainda tinham tempo para folguear, cantar e bailar …

Por tudo isto me sinto tão menina mulher deste povo.

 

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publicado por João Pita às 13:47
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1 comentário:
De ADRIANA a 30 de Agosto de 2016 às 03:14
Me chamo Adriana e visitei seu blog. 
Gostaria de saber  se tem interesse em participar de meu projeto de doutoramento. Eu estou investigando identidade e memórias de pessoas que tem o mar como elemento  de pertença.
Caso tenhas interesse em conhecer mais do meu trabalho, eu poderei enviar a cópia do projeto.
Eu sou brasileiro  professora universitária e estou no doutoramento em Lisboa, estou no 2º ano de investigação. minha área é em multimédia.
Fico no aguardo,
Agradeço!
Adriana

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