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Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

corda01

Liberdade?

 

Destino
Fado, canção da vida.
 
 
Belo Éden  Deus,
Ao insatisfeito homem deu.
 
Egoísta, egoísta, egoísta!
Ser perverso pior que fariseu.
Deram-te a alma num sorriso
 
E a mão!
 
Tu a espezinhas,
O braço escalas, arranhando-o
Ao ombro chegas
Com arrogância.
Pestilência de pó, corrupto pecado
O sorriso desfazes,
 
Volatilizas!
 
O que outrora belo era
Por culpa tua, igual meu
Hoje não passa dum sopro
Nos lábios dos bem-aventurados.
 
Sem sorrir
Sem sequer olhar para o lado
Para a frente, para o alto...
Para Deus que a ti te deu
Dizes...
 
Liberdade?
 
E eu…
Sorri, sorri e sorri ainda mais.
Abri os olhos e vi!

 

Arthur Wellesley

Não foi o Duque de Wellington que desembarcou na foz do rio Mondego em 02 de Agosto de 1808.

Foi, isso sim, o, ainda jovem, General Arthur Wellesley.

Quando Arthur Wellesley desembarcou as suas tropas na foz do Rio Mondego, era já um militar de reconhecidos méritos granjeados em campanhas por terras de França, Holanda, India (onde foi governador da província de Seringapatam), Alemanha e Dinamarca. Eram intercalados por breves, mas promissoras incursões pela política, coincidentes com o regresso à Irlanda nos intervalos entre as campanhas militares.

O título nobiliárquico de Visconde Wellington de Talavera e de Wellington, Somerset, só lhe foi atribuído em 1809, após a retumbante vitória na batalha de Talavera de onde saiu como herói.

Vamos lá, então, conhecer a história do homem que o acaso do destino, a teimosia da guerra, a ganância do Império e a obtusidade dos opressores fez desembarcar nestas terras habitadas, havia uns vinte anos, se tanto, pelos nossos antepassados.

Tentem imaginá-los, simples pescadores, desenraizados e isolados vendo ancorar tantos barcos, desembarcar tantos soldados, sargentos e oficiais, a marchar por cima das dunas, que lhes serviam de lar. Calcorreando, pisando. Carroças, cavalos, armas e mais armas. Os canhões, cujos rodados sulcavam e se enterravam nas areias soltas, puxados por homens e por mulas de carga. Os corpos, que foi necessário resgatar às ondas e ao mar. Afogados no peso das botas, da farda, do bornal e no desconhecimento das manhas das marés e das correntes.

 Aquela língua estranha que lhes ordenava (ou pedia?) a cedência dos barcos, dos remos, da vontade e dos braços para carregar, rio acima, os oficiais, mais as provisões e as munições, pelo esteiro de Lavos.

E então, conseguem imaginar a confusão, a dominação? Dava um bom filme!

 

 Arthur Wellesley

Foi o quarto filho de Garret Wesley, duque de Mornington e de Anne Hill, filha mais velha de Arthur Hill, visconde de Duncannon.

Nasceu no dia 1 de Maio de 1769, em Merrion street n.º 24 em Dublin, Irlanda.

Foi educado no seio de uma família tradicional protestante irlandesa e a sua infância decorreu entre a casa da família em Dublin e o castelo de Dangam, também da família, situado a 5 quilómetros a norte de Summerhill, condado de Meath, na província de Leinster.

Os seus primeiros estudos decorrem num seminário protestante irlandês e, após a morte de seu pai, em 1781, com 12 anos, ingressa numa escola em Eton onde completa a escola primária.

Naquela época, era uso e costume o filho mais velho, após a morte do progenitor, assumir a gestão dos bens da família. Assim aconteceu com Richard, seu irmão. Porventura este facto, associado à crise económica que grassa a família após a morte de seu pai, explique a sua ida para Bruxelas, com a mãe, onde sente algumas dificuldades de aprendizagem e aparenta vir a tornar-se num pacato cidadão sem grandes ambições devido à, então, discreta e modesta personalidade.

É a frequência da Academia Real Francesa de Equitação em Angers, entre 1785 e 1786, que o transforma num exímio cavaleiro, que o ensina a falar francês (que útil será, uns anos mais tarde, já em Portugal) e que lhe molda e constrói a forte personalidade que o caracterizará no futuro.

Regressado a Dublin, a 7 de Março de 1787, alista-se no 73º Regimento Infantaria e, em Outubro, por influência de seu irmão mais velho, Richard, é nomeado ajudante de campo. É transferido para o 76º Regimento e, no Natal de 1787, é promovido a Tenente.

Em 1791 é promovido a Capitão e transferido para a 18ª Ligth Dragoons onde continua a sua carreira militar. Já nesta altura demonstrara muita aptidão política tendo sido eleito, em 1789, para membro do parlamento na “Irish House of Commons”.

Apaixona-se por Kitty Pakenham, filha do Lord de Longford. Ao pedir a mão de Kitty, em 1793, Arthur Wesllesley é devastado pela rejeição a que é vetado pela família de Kitty que o considera muito novo, pobre e de fracas e modestas perspectivas de futuro.

Foi nesse momento de tremenda desilusão que jura fazer carreira militar, enobrecer, enriquecer e demonstrar ser merecedor da sua amada.

A promissora, mas algo incipiente e ainda em embrião, carreira militar e politica é dinamizada pela paixão, pelo amor arrebatador que devotava a Kitty. O amor-próprio, ferido pela rejeição, transforma-se em orgulhosa auto-estima que o catapultará para uma obstinada vida política e militar até aos mais altos patamares do Poder. 

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