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Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

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faróis de nevoeiro virados do avesso do umbigo...

 

"... no país. Nas empresas, o mais comum dos empregados se acha virtuoso na especialidade da maledicência; nas estradas, o mais papalvo dos condutores acha que ele é que merecia ir ao volante daquele Porshe; no totomilhões, todos nós achamos uma injustiça a fortuna só sair aos outros, que nem sabem onde gastar o dinheiro, enquanto nós bem o saberíamos aplicar com sabedoria e, até, com um bocadinho de espírito cristão; e, na esplanada, todos achamos que a bela rapariga que se delicia com um gelado na companhia de um brutamontes de cérebro apertado pelos músculos estaria muito melhor na nossa mesa.

 

Em suma, um dos maiores problemas dos portugueses é achar que tudo o que os outros têm, ou ganham, é sempre duplamente injusto, não só por eles não o merecerem ter ou ganhar, mas ainda porque quem merecia ter e ganhar éramos nós.

 

Tudo isto nos provoca uma sensação de injustiça nostálgica e nos obriga a sermos azedos e contrariadores das pequenas felicidades que, apesar de tudo, o mundo nos oferece.

 ...

 

Mas se Deus nos deu olhos foi para olharmos os outros e não para olharmos para nós. Se a entidade divina quisesse, mesmo, que nos olhássemos para dentro, sempre haveria de de se ter lembrado de nos dar um género de faróis de nevoeiro virados do avesso do umbigo. É verdade que existem espelhos, mas esses, como todos sabem, servem, apenas, para nos admirarmos e contemplarmos na perfeição, única, dos nossos seres.

 

É assim que percebemos que os outros, coitados, nos invejam..."

 

 

de Vitor Serpa in A Bola.

 

Thina Simnqobile

 

 

Soweto Gospel Choir
Voices From Heaven

Lyrics:
*Thina Simnqobile means, we have overcome the Devil.

"Thina Simnqobile significa, nós vencemos o Diabo".

Hes fleeing away
We have overcome him
We have overcome him
By the blood of the Lamb
We have overcome the Devil

 

Parabéns e longa vida Nelson Mandela!

Fez, ontem, 91 anos de vida.

Nelson Mandela, ... Thina Simnqobile!

 

Pescadores de bacalhau da Cova-Gala (09)

 

Com esta apresentação terminamos a partilha de antigas cédulas marítimas dos pescadores de bacalhau oriundos da Cova e da Gala.

Temos a noção de que esta publicação de duzentas e dez inscrições marítimas de covagalenses, nas capitanias da Figueira da Foz, Lisboa e de Cascais, representa uma pequena parte da totalidade de pescadores que, geração após geração, participaram na odisseia da pesca de bacalhau à linha.

Também, por isso, é um riquíssimo espólio de história e de identidade.

 

 

 

 

Os solitários homens dos dóris (01)

 

 

Ano de 1967.

Pesca de bacalhau à linha.

Viagem do lugre bacalhoeiro José Alberto da frota da Figueira da Foz.

Companha incluía, também, homens da Cova e da Gala.

Comandante, o Cap. Álvaro Abreu da Silva.

Destino, os Grandes Bancos ao largo da Terra Nova.

Duração da viagem, seis meses.

 

" Separados de casa por três mil milhas de oceano, os pescadores de Portugal dedicam-se a uma safra de importância vital. Em antigas zonas de pesca descobertas pelos seus antepassados muitos séculos antes, eles lutam durante seis meses cada ano, levando uma vida de insuportável dureza, da qual alguns nunca mais regressarão.

Um homem, um barco. Numa frágil parceria contra a fúria implacável do Mar Árctico. Esmagados pela enormidade do seu adversário, eles sabem que irão ficar às cegas no nevoeiro e que irão ser agredidos por ondas que poderão chegar acima dos trinta pés de altura.

São os últimos que se dedicam a esta tradição heróica. A sua é a batalha do solitário homem do dóri.

Eles são as lendas vivas: os homens do mar de Portugal"

 

Assim  se inicia a narrativa deste documentário realizado em 1968 pela National Geographic  e filmado a bordo do Lugre bacalhoeiro, José Alberto, na viagem de 1967.

 

Titulo original, The Lonely Dorymen - Portugal's Men of the Sea.

 

Hoje, partilhamos a primeira parte desse mesmo documentário

 

L'envie d'aimer

 

 

Les Dix Commandements - L'envie d'aimer (Final)

 

C'est tellement simple ... L'amour
Tellement possible ... L'amour
A qui l'entend
Regarde autour
A qui le veu tvraiment

C'est tellement rien
D'y croire
Mais tellement tout
Pourtant
Qu'il vaut la peine
De le vouloir
De le chercher
Tout le temps

Ce sera nous, dès demain Ce sera nous, le chemin
Pour que l'amour
Qu'on saura se donner
Nous donne l'envie d'aimer

C'est tellement court
Une vie
Tellement fragile
Aussi
Que de courir
Après le temps
Ne laisse plus rien
A vivre

Ce sera nous, dès demain ... Ce sera nous, le chemin
Pour que l'amour
Qu'on saura se donner
Nous donne l'envie d'aimer

Ce sera nous, dès ce soir
A nous de le vouloir
Faire que l'amour
Qu'on aura partagé
Nous donne l'envie d'aimer

C'est tellement fort ... C'est tellement tout ... L'amour

Puisqu'on attend
De vies en vie
Depuis la nuit
Des temps

Ce sera nous,
Ce sera nous,
Ce sera nous,
Pour que l'amour
Qu'on saura se donner
Nous donne l'envie d'aimer

Ce sera nous, dès ce soir
A nous de le vouloir
Faire que l'amour
Qu'on aura partagé
Nous donne l'envie d'aimer ...

É tão bom

 

 

Sérgio Godinho

 

Vale a pena ver
castelos no mar alto
Vale a pena dar o salto
pra dentro do barco
rumo à maravilha
e pé ante pé desembarcar na ilha
Pássaros com cores que nunca vi
que o arco-íris queria para si
eu vi
o que quis ver afinal

É tão bom uma amizade assim
Ai, faz tão bem saber com quem contar
Eu quero ir ver quem em quer assim
É bom pra mim e é bom pra quem tão bem me quer

Vale a pena ver
o mundo aqui do alto
vale a pena dar o salto
Daqui vê-se tudo
às mil maravilhas
na terra as montanhas e o mar as ilhas
Queremos ir à lua mas voltar
convém dar a curva
sem se derrapar
na avenida do luar

 

(de propósito não encontraria nada mais a propósito ... digo eu.)

 

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