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Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

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Cova-Gala, um povoado e um só povo... uma vila!

 

O espaço geográfico da freguesia de S. Pedro reúne o povoado da Cova-Gala, o Cabedelo e parte da Morraceira.

O povoado da Cova-Gala originalmente emergiu e desenvolveu-se a partir da fixação de pescadores, oriundos de Ílhavo, nas dunas da praia da Cova por volta dos anos de 1750/1770.

 

Cá chegaram atraídos pelas notícias da abundância de pescado existente no mar a sul da foz do rio Mondego. Mais precisamente um pesqueiro, milha e meia a sul da foz, a que chamavam “ Cova d'oiro”.

O interesse económico, proporcionado pela abundância de pescado que o mar, então, apresentava, motivou uma rápida e crescente ocupação destas terras.

 

A proximidade do rio Mondego, mesmo ali a cerca de um quilómetro, propiciou uma variedade de ocupação na pesca de outras espécies que demandavam o rio, na apanha de bivalves e crustáceos e no aproveitamento do sal que as marinhas e o clima de verão permitiam. Possibilitou ainda que, durante os rigores de inverno, com o mar inacessível, a subsistência fosse garantida ao abrigo do estuário do Mondego e do seu braço sul.

 

São estes factores e, também, a proximidade das vias de acesso e escoamento do pescado, que justifica a deslocação de alguns pescadores ilhavenses para junto do rio dando desta forma origem ao povoado da Gala.
 
Assim, inicialmente, emerge um povoado nas dunas junto ao mar - a Cova - e, logo a seguir, outro junto ao rio - a Gala.
 
Ambos têm um denominador comum que reside no facto de os seus fundadores terem a mesma e única origem nos pescadores ilhavenses que um dia demandaram estas paragens à procura de melhores condições de vida.
 
Apesar da origem comum, estas duas povoações coexistiram separadas por um quilometro e meio de areias, dunas e valados que ajudou a clivar algumas diferenças de vivência social alicerçadas em manifestações de bairrismo peculiar, traduzidas através das suas danças e cantares que foram, quase sempre, corporizadas em “Ranchos” Folclóricos.
 
A um “rancho” que aparecia a expressar a etnografia do povo da Cova, logo se contrapunha um outro na Gala. A ordem dos factores é, aqui, arbitrária como facilmente se compreende.
 
No entanto, esta rivalidade que teria algumas razões de ordem comportamental e diferenças de vivência social, ajudou a perdurar a lembrança e história das suas raízes comuns onde o mar é elemento predominante e insubstituível.
 
Um único elemento continuava, impassível, a ligar umbilicalmente as deambulações deste povo, porque só de um povo se trata, por este mundo a fora: o mar!
 
O mar o trouxe às dunas da Cova, o mar o levou a pescar por esse mundo, quer na pesca do Bacalhau nos mares frios do norte, quer na pesca do Cabo Branco nos mares quentes de África, em Angola, Moçambique, Guiné, África do Sul, Ásia, América do Norte ou do Sul.
 
Foi também o mar que o fez percorrer as sete partidas do mundo na marinha mercante de comércio e cabotagem.
Foi ainda o mar que o levou como colono para as províncias ultramarinas ou como emigrante para as “américas”.
 
E é sempre o mar que o faz regressar, temporáriamente, à sua terra para matar saudades ou, definitivamente, para nela sentir saudades das terras e mares que percorreu.
 
O rolar dos tempos fez crescer estes dois povoados ao encontro um do outro, unificando-os no povoado a que o uso e o costume deu o nome de - Cova-Gala.
 
O que é necessário e vital é formalizar e legalizar o topónimo Cova-Gala!
 
Este sim é o único e verdadeiro povoado!
 
Fundado originalmente em duas partes e com o desenvolvimento a ser responsável pela UNIÃO desssas mesmas partes.
 
Cova-Gala é o resultado final da luta e do trabalho levados a cabo por todo o bom povo  covagalense ao longo de três séculos.
 
Respeitem-NO!
 
Caravela Sagres St MManuela e Creoula

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