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Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

corda01

Cova-Gala, um povoado e um só povo... uma vila! (cont. 02)

 

 

Por concordarmos inteiramente com o aqui está escrito tomamos a liberdade de transcrever parte de um magnifico post do "Outra Margem".

 

...

 

"Fiquei pasmado, ao ter conhecimento desta frase do senhor presidente da junta: como é que se pode matar o que, segundo ele, nunca “existiu em lado nenhum”?...
Vamos, então, avivar a memória, sobre o que se passou há cerca de 40 anos na Cova e na Gala.
 
Estávamos em 1969. A rivalidade entre as povoações de Cova e Gala era bastante acentuada. Os Evangélicos, através do pastor Esperança chamavam a estas povoações de "Cova da Gala", o que foi continuado pelo Reverendo João Neto.
Nesta altura o Desportivo Clube Marítimo da Gala tinha acabado de perder o seu campo de futebol. A Câmara Municipal da Figueira da Foz tinha vendido o terreno, onde este se encontrava, á TERPEX.
Dois directores (José Vidal e Manuel Afonso Baptista) do Desportivo Clube Marítimo da Gala - Centro de Recreio Popular Nº72 - resolveram ir à Direcção Geral das Florestas e pedir ao sr. Engenheiro Gravato a cedência duma fábrica em ruínas que existia no Cabedelo. O sr. Eng. Gravato disse-lhes que podiam fazer o campo nessas instalações velhas, mas que teriam também de pedir a alguém na Casa dos Pescadores de Buarcos, visto eles se intitularem com direitos à dita fábrica.
Juntaram-se a estes dois directores mais alguns elementos, tais como Manuel Curado, Inácio Pereira e outros ligados ao sector da pesca. Atendidos pelo sr. Tomás, este disse estar na disposição de ceder as instalações, tanto mais que ambas as entidades as reclamavam para si e assim a partir dessa data ficariam para as povoações de Cova-Gala.
Estando este caso esclarecido, foi então feito um peditório pela povoação para o aluguer duma máquina de terraplanagem, a qual serviu também para o início da abertura duma ligação à praia da Cova (hoje Rua do Mar) e outros caminhos. Os primeiros montes de solão, cedidos pelo sr. Manuel Paralta (padeiro) vieram de Lavos, trazidos por batéis para a borda do rio e dali carregado para o campo de futebol.
Era o princípio do fim da rivalidade que existia entre a Cova e a Gala. Foram tempos difíceis para se avançar com a feitura do campo. O solão não havia em abundância e o saibro também não estava muito em uso. Foi preciso esperar mais alguns anos, até que alguém, com vontade férrea de vencer estas rivalidades fez vingar a ideia da vivência pacifista. Foram eles, os fundadores do Grupo Desportivo Cova-Gala. Foram eles, que mais do que construir um campo e uma equipa de futebol, tinham em mente a unificação total destas duas povoações.
O DESPERTAR DE UM SONHO
- Há muitos anos que a rivalidade entre a população de Cova e Gala existia. O povo andava cansado de tantas zangas e invejas. Os da Cova sentiam certa altivez por parte de quem vivia na Gala. Os da Gala, na verdade, sentiam-se superiores na educação e trato. Era tempo de mudar este estado de coisas. Estávamos em 1966. Ambos, o Desportivo Clube Marítimo da Gala (representando a Gala) e o Clube Mocidade Covense (representando a Cova) tinham um Rancho Folclórico. Raramente estes ranchos se encontravam para cruzar estandartes. Neste dia o Rancho do Marítimo tinha saído de manhã, mas tinha ordens para se apresentar na sede do Clube logo após o almoço, para uma pequena festa. O Rancho do Covense iria sair durante a tarde e iria passar em frente à sede do Marítimo da Gala ... nesta altura só cinco pessoas sabiam o que iria acontecer nessa tarde. Com a aproximação à sede do Marítimo, do Rancho do Covense, que já estava a menos de 200 metros, o Rancho do Marítimo saíu da sua sede com intenção de cruzar estandartes. Neste ano, pelo Carnaval, dois elementos vestidos à “Zorro”, José Vidal e José Lima, previamente combinados, e com a ajuda do Manuel Penicheiro, João Come-nabos e Manuel Catulo Pata obrigaram os ranchos a cruzarem os seus estandartes bem perto da sede do Desportivo Clube Marítimo da Gala, entrando neste em seguida. Ali dentro havia muitos bolos e vinho do porto para todos. O Rancho do Covense dançou e agradou. Houve muitas lágrimas e emoções! O povo, em si, saltava de contente. Foi um dia muito Feliz para toda a gente. Estava a renascer a fraternidade e o respeito mútuo. Enfim, Cova-Gala ! ...

...

 

Agora, Vila de São Pedro, uma criação oportunista de políticos, de fora e de dentro da Cova-Gala, é que não vai, de certeza, ser assimilada, e naturalmente aceite, como património natural e histórico dos descendentes dos ilhavenses – os verdadeiros fundadores da Cova, primeiro, e, cerca de 40 depois, da Gala."

...

 

Eu, assino por baixo.

 

Estamos, na Assembleia de Freguesia de S. Pedro e não só, a envidar todos os esforços para, repondo a realidade histórica, atenuar os efeitos de insatisfação, incredibilidade e divisionismo  que se instalou no seio do povo da Cova-Gala.

 

Cova-Gala, um povoado e um só povo... uma vila! (cont. 01)

 

Ia fresca aquela manhã de sábado, três de Setembro de 1791.

 

Na marinha de sal, o Manuel, marnoto, lavoeiro de nascimento, ao passar as costas da mão pela testa limpa o suor e levanta os olhos para aquele grupo, caminhando apressado por cima da mota que ladeia o braço sul do rio mondego e o separa das terras de cultivo e sementeira a poente. Ainda mais a poente, vislumbram-se os enormes medões de areia que ameaçam invadir os campos e as marinhas.

Retirando a boina ergue o dorso, com as costas da mão esquerda insiste em limpar o suor que perla na sua fronte e, apoiado na grade, questiona-se da razão daquela caminhada matinal e nada habitual por aquelas bandas.

Quem será aquela gente?

Pareciam-lhe, pelo aspecto diferente dos trajes e pelo cantar estranho do seu falar, serem pescadores que viviam mais a norte e junto ao mar.

Dizia-se que tinham vindo de Ílhavo e formado uma pequena aldeia, nas dunas, perto da foz do rio.

Eram gente estranha, muito fechada, viviam isolados e não procuravam grandes contactos com as gentes vizinhas.

 

Mas, onde iriam? E levam uma criança de colo bem pequena!

- Nada que me interesse! O melhor é continuar a gradar esta marinha, pois daqui a pouco é hora de comer.

 

O Manuel, marnoto, não sabia, nem podia saber.

Pudera, era a primeira vez que Inácio Francisco Ruivinho e a sua mulher Maria Rosária percorriam, primeiro, as dunas  que separavam o mar da Cova d'Oiro das terras junto ao rio e, depois, aquelas motas que o ladeavam.

Iam a caminho da Igreja da nossa Senhora da Conceição de Lavos e o baptismo de seu filho José, nascido havia quatro dias, era o seu desejo e o motivo daquela caminhada.

 

Uma hora depois, já na Igreja da nossa Senhora da Conceição de Lavos, o Padre Cura, José Jorge Carro, baptizou o menino. Ao fazer o assento do baptismo no livro de registo, perguntou:

- Onde nasceu o menino?

- Na Cova, senhor prior, disse a Maria Rosária.

- Como, na Cova?

- Na Cova, senhor prior, tornou a Maria Rosária.

- Na Cova? - Não conheço, essa terra não existe!

-  Mas então vocês não são todos de Ilhavo?

- Somos sim, senhor prior, disse o Inácio Ruivinho, já algo embaraçado.

- Então está bem, disse o padre cura José Jorge Carro e, pegando na caneta molhou o aparo no tinteiro, escreveu:

 

Lugar de nascimento do neófito: Ilhavo!

 

Este foi o primeiro registo escrito que evidencia a vontade expressa pelos pescadores oriundos de Ilhavo de anunciar a existência do seu povoado -  Cova.

 

Anos mais tarde, a 15 de Julho de 1793, o padre cura, Pedro Tomé da Costa regista o baptismo de Luís, filho de Manuel Pereira e Maria dos Santos como nascido na Cova e, assim, oficializa a existência do povoado.

 

Cova

...

(extraido e adaptado de "Terras do Mar Sagado" do Capitão João Mano)

 

"Então não anda isto? "

 
"Então não anda isto? "
E para que direcção é que querias que "isto" andásse?
"Isto" tem nome próprio, tem identidade e "aqui" não se volatizam posts a pedido, encomenda e, ou, censura.
"Isto" tem um ritmo muito próprio e à velocidade das coisas e não do interesse das pessoas, mesmo que destas faça parte eu próprio..
E, sabes amigo, cada pessoa é, em si mesmo, um imenso universo.
"Isto" não é nenhum "catavento" de interessses e de "oportunidades".
Tudo o que "nisto" eu entender ter lugar, é mera opinião. Livre, responsável, empenhada, séria e de minha estrita e única responsabilidade.
... Deves saber ... a vida é um amplexo tão intenso e apresenta-se-nos de tão ricas cores e cambiantes que, às vezes, este blog ... é a ultima das prioridades.
 
"Prontos" tá dito!
Há-de ir ... havendo saúde e vontade!
Sem querer bater qualquer tipo de "records", sejam eles ... de que tipo forem!
Caravela Sagres St MManuela e Creoula

João Pita

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