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Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

corda01

Seca na Amazónia

 

Para mais detalhes consulte:
http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1697832&seccao=Biosfera

 

Foto da net

Maior seca dos últimos 110 anos na Amazónia

Níveis de alguns rios caíram 50%, deixando barcos no lodo e isolando povo

A Amazónia está a viver a pior seca dos últimos 110 anos. Os caudais dos rios estão a diminuir para valores recorde e a impedir a navegação fluvial, isolando dezenas de comunidades e pondo em risco milhares de pessoas. Mais de 60 municípios da região já declararam o estado de emergência.

"Estamos a passar a pior seca de que há memória na Amazónia", afirmou Marcos Savini, representante do Governo brasileiro na Comissão Europeia, num encontro com jornalistas em Bruxelas. Em 2005, a região já atravessou uma seca muito grave, mas a deste ano "é a pior dos últimos 110 anos".

Savini atribui este cenário ao agravamento do aquecimento global, enquanto outros peritos se inclinam para explicações relacionadas com o aumento dos furacões no Atlântico e o fenómeno meteorológico do El Niño.

Numa altura em que o mundo prepara a próxima cimeira do clima - em Dezembro, em Cancún -, o brasileiro aproveita para sublinhar que, "se as emissões de gases com efeito de estufa não pararem, a floresta vai arder por si própria". O cenário de destruição da floresta tropical e da sua transformação em savana, associado à escassez de água, já tinha sido apontado pelos cientistas do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas.

Investigadores citados pelo jornal brasileiro Folha de São Paulo dizem agora que o caudal dos rios da Amazónia caiu cerca de 50%. O nível do rio Negro, um dos afluentes do Amazonas e dos principais da região, decresceu drasticamente nas últimas semanas, passando de uma profundidade de 29,77 metros para 13,63.

Os barcos estão atolados no lodo, e a água deu lugar a rochas e areia, provocando a morte de milhares de peixes e pondo em risco a sobrevivência das populações.

As comunidades ribeirinhas são as mais vulneráveis, pois, tendo em conta que a circulação se faz pelos rios, ficam rapidamente isoladas. Segundo o Governo brasileiro, nos últimos dias foram distribuídos cabazes com produtos essenciais - medicamentos e produtos de higiene -, para assegurar o bem-estar da população.

No estado do Amazonas, foram também distribuídas várias toneladas de alimentos, e estimam-se em mais de 60 mil as pessoas afectadas. Para atacar o problema, as autoridades já anunciaram uma verba de dez milhões de euros.

Mas nem tudo são más notícias. Marcos Savini garante também que a destruição da floresta tropical está a desacelerar. Ocupando quase metade do território brasileiro, a Amazónia tem sido alvo de um programa de contenção, cujo objectivo é reduzir a desflorestação em 80% em dez anos.

"Em 2009, o desmatamento teve uma redução de 43% em relação ao ano anterior. Foi o melhor ano desde que começámos a adoptar estas políticas. Este ano vamos bater um novo recorde, com 4000 quilómetros quadrados de desmatamento", afirmou.

Savini sublinhou ainda a importância das florestas como sumidores de carbono e lembrou que a sua destruição agrava as alterações climáticas. Que, por sua vez, também causam mais secas, incêndios, e põem em risco a manutenção das zonas tropicais. Por isso, da cimeira do clima, o representante brasileiro espera que saia um acordo mundial para travar a desflorestação.

 

RITA CARVALHO,

publicado a 2010-10-29 às 01:00

Naufrágio da "Vila de Buarcos"

Traineira naufragou à entrada do porto da Figueira da Foz

 

foto de João Pita

 

Diziam os "velhos da praia", no topo do molhe do meio da praia do Cabedelo que, logo à saida da barra, se sentiram fortes vibrações.

A rápida inspeção  à casa da Máquina mostrou entrada franca de água por uma tábua solta no costado.

Retorno de imediato à barra na tentativa de encalhar a "Vila de Buarcos" no Cabedelinho.

Não chegou lá.

Ficou sem propulsão e afundou-se no canal de navegação da barra da Figueira.

Felizmente salvaram-se todos os 17 tripulantes, dois dos quais da Cova-Gala; O Milton e o Naia.

À vista restam as boias, as redes e os cabos que obrigam ao encerramento da barra.

 

Foto de João Pita 

 

A crise ... de ética!

Daniel Oliveira (www.expresso.pt) 8:00 Segunda feira, 25 de Outubro de 2010  

 

Os cortes salariais tocam a todos os funcionários públicos.

A todos não.

Há uma aldeia gaulesa que se pode safar: o Banco de Portugal.

Por ordem do BCE, que é firme com todos os Estados, mas amigo dos seus amigos.

 

O Banco de Portugal está a esquivar-se à redução dos salários dos seus funcionários. Diz que essas reduções têm de ser aprovadas pelo Banco Central Europeu. Porque o BCE manda implementar politicas de austeridade mas trata dos seus, pode ser que se safem.

É que em vários países que estão a aplicar as medidas mais duras de cortes salariais os bancos centrais foram olimpicamente poupados. E, em geral, o BCE tem exigido que as reduções de salários dos governadores entrem apenas em vigor em novos mandatos.

Tão lestos que são a cortar nos outros, tão seguros que são a prescrever estricnina aos pacientes europeus, tão rigorosos que são com os seus próprios direitos adquiridos.

Note-se que o Banco de Portugal não está a fazer nenhuma pressão para ser a primeira instituição pública a fazer os cortes, dando o exemplo do que aconselha aos demais. Está à espera que o BCE diga que não para ser poupado.

E isto naquela que é, provavelmente, a instituição do Estado com os mais escandalosos privilégios.

Aquela da qual muitos dos principais advogados da sangria salarial em todo o País recebem reformas pornográficas, por vezes resultado de passagens fugazes pelo Banco.

Esta é apenas mais uma história bem reveladora da verdadeira natureza desta crise. Uma história em que o sacrifício é sempre transferido para o vizinho de baixo.

Porque esta crise não é apenas financeira.

É ética.

Aliás, se se lembram como isto começou, a primeira resulta da segunda.

 

Humanidade, globalização ... reflexão?

Recebi de um amigo, partilho-o. 

 

O texto a seguir é uma obra de ficção, mas seu conteúdo é de certa forma atual que merece ser lido e divulgado.

O chefe Guaicaipuro existiu há cerca de quinhentos anos, “Cuatemoc” foi incluído agora pelo autor do texto.

O autor da história é Luis Britto García (foto), que o publicou em 6 de outubro de 2003, para marcar o Dia da Resistência Indígena (12 de outubro), sob o título de: “Guaicaipuro Cuatemoc cobra Dívida da Europa.

 

 

 Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de ascendência indígena, sobre o pagamento da dívida externa do seu país, o México, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Europeia.  

 "Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" há 500...

O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram.

O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse.

Outro irmão europeu explica-me que toda a dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento.

Eu também posso reclamar pagamento e juros.

Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos de 1503 a 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.       

Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!    

Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.      

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas.

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indemnização por perdas e danos.

Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva. 

     
Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "MARSHALL MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização.

Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

Não. No aspecto estratégico, delapidaram-nos nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de extermínio mútuo.

No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de 500 anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo. 


Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.

Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, concedendo-lhes 200 anos de bónus. Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, concluimos, e disso informamos os nossos descobridores, que nos devem não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?  


Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América.

Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação de dívida histórica..."  


***

Quando terminou o discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Europeia, Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira Dívida Externa... 

 

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