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Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

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República

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 A República, jovem e bela com asas erguidas ao Mundo, propondo-se voar no progresso e desenvolvimento.

Esta, a terceira, tinha então dez anos de idade.

 Caminhava com os pés assentes na terra e amparada na jovem democracia, acabadinha de emergir da terra fértil da revolução dos cravos e predisposta a alimentar todos por igual, à direita e à esquerda.

 Seguia, formosa e segura, devidamente acompanhada pela eloquência dos tribunos, pela vigilância da constituição e pelo fervor e trabalho do povo.

O Homem se propôe servir ao abrigo e exemplo da história da Humanidade desde a antiguidade.

Desenho a carvão em 25 de Abril de 1984.

Dia mundial do sorriso

 Dia mundial do sorriso

 

Ao contemplares a natureza, agradecido,
sorri.o-sorriso-enriquece-os-recebedores-sem-empobrecer-
Quando sentires fixo em ti o olhar de uma criança,
sorri.
Se reparares no cansaço de um velho, ajuda-o e
sorri.
Na presença da dor do outro, como bálsamo,
sorri.
Com os lábios, com os olhos e com a alma
Sorri
Sorri, sempre!

O teu sorriso não é teu, é do outro
Se o tiveres de volta,
Sorrindo
Pensa,
Continua a não ser teu
Foi-te dado.

Sorri.

 

João Pita
Abril de 2016

 

População em sobressalto

A população de S. Pedro, Cova-Gala em sobressalto.

A extinção da sua extensão de saúde.

Sou filho, neto, bisneto e, até onde a memória alcança, descendente dos antigos pescadores de Ílhavo que, um dia procuraram abrigo nestas dunas, neste mar, que os sustentou, lhes deu vida e perspetivas de futuro.

E sempre deram de si o que lhes era humanamente possível dar.

Em nome da honra, da seriedade e do trabalho e, em não poucos casos, do sacrifício e da dor se entregaram ao mar e à sua terra.

A Figueira da Foz.

Ajudaram a dar-lhe forma, conteúdo e, principalmente, identidade.

De acordo com as nossas origens, somos gente do mar.

Por isso, talvez premiando a qualidade do seu labor, o Estado Novo, em 1959, entendeu dotar este povo com uma Casa dos Pescadores.

Sita na Rua Remigio Falcão Barreto, em lugar de destaque.

Nela e ao longo dos tempos este povo Covagalense teve sempre um apoio para a saúde e para a doença.

Foi sempre o seu Posto médico.

Ajudou, sempre ajudou, a consolar a míngua.

E é para estes, essencialmente para estes, que ele existe. Não é para quem pode ter seguro de saúde ou transporte para se deslocar para aqui e para ali. Para esses este não é um problema. Têm alternativa.

Mas os outros não!

E é em nome destes, dos que não têm alternativa, que têm reformas sociais e mínimas que devemos todos dizer; Não!

Não!

Não nos podem tirar o nosso posto médico.

E muito menos desta forma, ignóbil, através de um papel afixado na parede com indicações perentórias e definitivas.

Sem uma consulta, sem uma palavra, sem uma reunião.

Mas, há um ano, de forma menos correta, subrepticia e jogando com as palavras afirmaram que se não ia acabar com nenhum Centro de Saúde. Esquecendo deliberadamente (há quem pense que com má fé) as Extensões de Saúde, os Postos Médicos.

A simplicidade é fácil de ser enganada.

 

Sabem, senhores responsáveis regionais da saúde.

Nós vivemos, escolhemos construir e viver numa sociedade Democrática e Contributiva.

E ela é contributiva porque nós decidimos contribuir com uma percentagem do nosso trabalho, da nossa atividade para a manutenção da Dignidade Humana. E esta pressupõe que os mais desfavorecidos não fiquem entregues à sua sorte.

Nós tratamos deles.

Do mesmo modo que é fácil enganar a simplicidade não se admirem com a força do seu caráter e da sua indignação.

Tudo isto foi um erro, uma enorme prepotência.

Mas nunca é tarde para se emendar o erro.

Também aí, na emenda do erro se veem os grandes homens.

Deixem lá estar, sossegadinho, o Posto Médico da Cova-Gala.

 

João Pita,

cidadão da Freguesia de S. Pedro, Cova-Gala.

Panama Papers

 

Logo no aflorar das primeiras noticias me pareceu monstruoso.

Um esquema de usura e ganância dantesco.

Mas, mesmo não perecendo à partida possivel, esse mesmo monstro cresce e cresce à medida que as noticias são desenvolvidas e vão aparecendo.

Pre-configura-se mais dantesco que o próprio inferno.
O de Dante era mitológico e confinado a um espaço, a um tempo.

Este não!!

Este é verdadeiramente universal e planetário.

Será que conseguiremos sequer imaginar o tamanho da delapidação dos diversos erários publicos ao longo de todo este tempo?
Será que seremos capazes de imaginar o bem que seria para as sociedades se toda a responsabilidade fiscal de todo este monstro estivesse no local certo?
Será que conseguiremos abranger o tamanho da culpa?
Será que chegámos a uma, "à", encruzilhada de onde só é possivel sair "fazendo-os descer ao fundo do inferno para que constatem o tamanho dos seus pecados"?

Haverá monte suficiente para o seu arrependimento?

Haverá pena para tamanha ... falta-me o termo.

Só me apetece praguejar!

 

Caravela Sagres St MManuela e Creoula

João Pita

Pescadores, Cédulas marítimas

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