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Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

corda01

145 - Yes, we can!

 

Cento e quarenta e cinco anos depois de Abraham Lincoln assinar, em 1 de Janeiro de 1863, o “Acto de Emancipação” que permitiu a libertação de quatro milhões de escravos, Barack Obama é eleito presidente dos Estados Unidos da América.
Ali, ainda tão perto, à distância de 145 anos, a escravidão continua a envergonhar-nos enquanto humanidade. Nos dias que correm, que são os nossos e de quem elegeu Barack Obama, a cega, desenfreada e, agora moribunda (dizem) globalização financeira não se coíbe de, aqui e ali, ir criando novos e variados escravos.
foto retirada da Net
 
Pois é! - O homem que, agora, foi eleito, afro-americano como soa bem dizer-se, negro como prefiro eu sem pruridos ou preconceito é, nem mais nem menos, um descendente dos povos da África “produtora”, durante séculos, dos escravos que Lincoln, em boa hora, libertou.
 
 
O seu “Yes, We Can”, como deve troar no peito de Jesse Jackson fazendo jorrar a torrente da esperança em lágrimas do sonho tornado realidade.
 

foto retirada da Net
O seu “Yes, We Can”, altissonante, evoca a memóriade Martin Luther King que ousou sonhar.
Tentaram silenciá-lo há 40 anos, mas falharam redondamente. O seu “ I have a dream” ribomba e perdura feito realidade:

(…) “Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
 
Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.
 
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!
 
Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!
 
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.
 
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.
 
"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.
 
Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos.
 
De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"
 
E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.
 
E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.
 
Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.
 
Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.
 
Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.
 
Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.
 
Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.
 
Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.
 
Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.
 
Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.
 
E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:
 
"Livre afinal, livre afinal.
 
Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal." (... Martin Luther King)
 

 
foto retirada da Net
 
Yes, we can mudar o estado das coisas. Porque estão num estado lamentável a todos os níveis.
Desde logo, na forma hedónica e egocêntrica como enfrentamos e entendemos o próximo, o igual, o diferente, o estranho ou o familiar.
 
Precurtir assertivamente tal desiderato é criar uma nova utopia que relançará a humanidade no caminho da felicidade, objectivo único e singular da democracia.
 - Não é?
 
O peso da vitória do “Yes we can” é demolidor e não cabe nos ombros de um só homem.
 
Mas, que este homem deu um passo de gigante, … lá isso deu!
 
Barack Obama merece que se lhe deseje toda a sorte do mundo!
Caravela Sagres St MManuela e Creoula

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João Pita

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