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Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

corda01

... 16 anos de idade, moço e pescador...

 

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Tanto mar, tanto ar, tanto medo

Tanto frio, tanto nada, tanto gelo!

 

O que é que faço aqui?

Neste norte branco, neste vento.

 

Neste mundo, branca névoa.

Nesta bruma,

Nesta escuna

Neste bote, neste dóri.

Madeiro leve e lasso.

Nestas ondas deste mar

Do norte frio e de morte.

O que é que eu faço,

Que é que eu faço?

 

Quero fugir!

Fugir da ditadura 

Da surriada, do trole, bacalhau 

Da isca, da linha, zagaia e pingalim.

Este gelo corta como aço

Que tanto tortura, tanto dura.

O que é que eu faço, 

Que é que eu faço?

 

A tanto mar, tanto ar, tanto medo

Tanto frio, tanto nada, tanto gelo!

 

O que é que faço aqui?

Neste norte branco, neste vento.

 

Neste mundo, branca névoa

Nesta bruma,

Nesta escuna

Neste bote, neste dóri

Madeiro, leve e lasso.

Nestas ondas deste mar

Do norte frio e de morte.

 

 

O que é que eu faço,

Que é que eu faço?

 

 

08.09.05

 

 

 

Pescadores de bacalhau da Cova-Gala (09)

 

Com esta apresentação terminamos a partilha de antigas cédulas marítimas dos pescadores de bacalhau oriundos da Cova e da Gala.

Temos a noção de que esta publicação de duzentas e dez inscrições marítimas de covagalenses, nas capitanias da Figueira da Foz, Lisboa e de Cascais, representa uma pequena parte da totalidade de pescadores que, geração após geração, participaram na odisseia da pesca de bacalhau à linha.

Também, por isso, é um riquíssimo espólio de história e de identidade.

 

 

 

 

Os solitários homens dos dóris (01)

 

 

Ano de 1967.

Pesca de bacalhau à linha.

Viagem do lugre bacalhoeiro José Alberto da frota da Figueira da Foz.

Companha incluía, também, homens da Cova e da Gala.

Comandante, o Cap. Álvaro Abreu da Silva.

Destino, os Grandes Bancos ao largo da Terra Nova.

Duração da viagem, seis meses.

 

" Separados de casa por três mil milhas de oceano, os pescadores de Portugal dedicam-se a uma safra de importância vital. Em antigas zonas de pesca descobertas pelos seus antepassados muitos séculos antes, eles lutam durante seis meses cada ano, levando uma vida de insuportável dureza, da qual alguns nunca mais regressarão.

Um homem, um barco. Numa frágil parceria contra a fúria implacável do Mar Árctico. Esmagados pela enormidade do seu adversário, eles sabem que irão ficar às cegas no nevoeiro e que irão ser agredidos por ondas que poderão chegar acima dos trinta pés de altura.

São os últimos que se dedicam a esta tradição heróica. A sua é a batalha do solitário homem do dóri.

Eles são as lendas vivas: os homens do mar de Portugal"

 

Assim  se inicia a narrativa deste documentário realizado em 1968 pela National Geographic  e filmado a bordo do Lugre bacalhoeiro, José Alberto, na viagem de 1967.

 

Titulo original, The Lonely Dorymen - Portugal's Men of the Sea.

 

Hoje, partilhamos a primeira parte desse mesmo documentário

 

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