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Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

Cova d'oiro

... algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era, como se dizia então, um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até á vergueira

corda01

Acordai!

Ouçam, senhores Conselheiros de Estado! 

 

 

Música: Fernando Lopes-Graça
Letra: José Gomes Ferreira

Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!

 

Aleluia, aleluia, aleluia!

Aleluia!

Para alguns é uma expressão de origem hebraica que significa; louvado seja Deus!

Para outros, muitos outros, suportados pelo dicionário de Lingua Portuguesa da Porto Editora, o seu significado é:

_ s. f. palavra de origem hebraica que significa: Louvai o Senhor, exclamação de regozijo ...

Toda a gente sabe que ter regozijo, i. e., regozijar, i.e.,  rejubilar... é o sentimento de uma enorme alegria, um júbilo intenso e verdadeiro que, porventura, explode quando exclamado ... ALELUIA!

ALELUIA!

Foi o que exclamei, hoje, quando vi o seguinte;

 

o seguinte ...

e o seguinte ...

 

... Depoi de, para tristeza nossa, de profissionais, de utentes, de doentes e de acompanhantes nos habituarmos a ver isto, ao longo dos ultimos dois anos e meio sem que nada, lógico ou racional, o justificasse:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ALELUIA!

 

O que está por detrás deste percurso de dois anos e meio de inconsequências, de  incongruências e de ... (gestão de quintinhas várias, entendem?), agora ... não importa nada!

O que importa, AGORA, é dar os parabéns à Junta de Freguesia de S. Pedro que, ao fim de muito tempo, a destempo, mas por fim ... coloca as mãos na massa!

 

ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA!

 

(tinha sido tão fácil ...)

 

Povo Luso

 

 
 
Ah, simples, nobre e bom povo lusitano
que caminhas, há milénios, os caminhos da utopia
de um dia encontrares o palácio da ilusão, da ventura.
Mero engano oh, português das serranias e da lusitânia
que já navegaste mares para além da Mauritânia.
Hoje, a ânsia desejada da esperança e da ventura, é o que se vê.
Tem o nome de coelho, sarkosi, merkel, FMI e BCE.
Para não falar na troika, portas, cavaco e o ... catano!!
 
... e o raio que os parta a todos (e ninguem nos ouve?)
 
 

Esta herança, tu sabes, amigo

 

... a um soneto de um amigo

 

 

Recolhido em meu pensamento

Eu, para aqui, na tasca da “Hesbolina”,

Descansando à sombra de um belo momento,

Degusto a ébria e rubra essência “tanina”.

 

Percorro esse teu belo soneto, amigo,

Ode de amor à terra que é a tua.

Hino de glória a este povo antigo

E à aventura que tem sido a vida sua.

 

Sorrio e ergo meu copo, neste momento

Vislumbro-o, como que por um postigo,

E nem por um segundo eu lamento.

 

Esta herança, tu sabes, amigo,

Vem de trás, do mar, do sal e do vento,

Levá-la-ei para sempre comigo.

 

 

06.08.26

 

 

Meu amor vem a chegar

 

Há muito, muito  tempo as mulheres deste povo, passados seis meses de viagem dos seus homens, na pesca do bacalhau, tinham o costume de ir à praia do cabedelo olhar o horizonte, tentanto vislumbrar uma vela que anunciasse o seu regresso.

Era assim, vestidas de negro, ano após ano, na espera incessante de seus maridos e filhos.

 

Canta: Sónia Pinto   

  

Fui ao mar mandar lembranças

Fui ao mar matar saudades.

O mar se enrolou em espuma

E disse-me  assim baixinho

 

Teu amor vem a chegar

 

Olhei ao longe o horizonte

Onde mar e céu se unem.

Veio de lá uma gaivota

Que me disse assim baixinho

 

Teu amor vem a chegar

 

Um a vela vejo ao longe

Um mastro se ergue no ar.

O vento e o mar te trazem

E a ambos grito assim

 

Meu amor vem a chegar

Meu amor vem a chegar

  

música: Prof. José Castro

letra: João Pita

 

 

Armazéns de apetrechos de pesca ...

 

Foto de João Pita

 Foto de João Pita

  

Estas fotos foram tiradas na Gafanha da Encarnação.

Terra de pescadores, nossos antepassados, de onde, aliás, somos oriundos.

Toda aquela região da Ria de Aveiro comporta vários e dispersos portinhos de pescadores, em tudo idênticos ao que temos na Gala.

 

Tudo perfeitamente definido, bem planificado e ordenado.

 

Alguns estão situados paredes meias com modernas marinas de recreio.

De um lado, o recreio com todas as suas valências técnicas, desportivas e de comércio, do outro, a pesca tradicional, os botes e  bateiras devidamente ancorados e apoiados com necessários guinchos de carga, rampas de acesso e pelos armazéns de apetrechos de pesca.

Enquadrados por amplas áreas ajardinadas, servidas por arruamentos, parques de estacionamento e vias de pedoneio.

...

Inicialmente pensava que a tipologia destes armazéns era única e uma só por todo o litoral português.

Começo a ter dúvidas.

Os que estão a ser erigidos no portinho da Gala, espero estar enganado, aparentam ser verdadeiros e "polivalentes" armazéns. 

 

Deste povo, este mar!

 

  

Foto de João Pita

 

Virado a sul e ao sol, defronte à rosa dos ventos e rente ao chão de calçada portuguesa está, em plena praia da Cova, um imenso painel de azulejos louvando a memória do conceito de Cova D'oiro gritando aos elementos;

 

Deste povo, este mar!

 

A concepção, o desenho e a maqueta são autoria do discreto, mas enorme artista plástico figueirense, António Murta Cavaleiro.

 

A transposição para azulejo e fabricação foi da responsabilidade do gabinete artístico da fábrica Aleluia em Aveiro.

 

Ano de produção 1998.

 

Foto de João Pita

 

Representa uma paisagem de beira mar. Cheia de luz, calma e de mar bonançoso.

À esquerda, os barcos das artes em repouso, entre fainas, mostram os apetrechos e os cabos, quais cordões umbilicais entre o mar e a vida.

Ao centro, duas crianças olham o mar que remancha a seus pés lânguido e sereno.

 

Foto de João Pita

 

À direita, mais acima nas dunas, o trabalho de remendar as redes é dos homens e das mulheres porque a todos este mar pertence e sustenta.

 

foto de João Pita

 

É deste povo este mar!

 

O Homem do mar da Cova-Gala! .. É desta??

 

 

A idiossincracia do povo da Cova e da Gala está umbilicalmente ligada ao mar.

 

Foi pelo mar que aqui chegaram, à Cova d'oiro, nos idos tempos da década de 70 do século XVIII.

Foi no mar que os homens e, também, as mulheres deste povo forjaram o seu temperamento peculiar enquanto entidade colectiva.

 

Já alguém disse que ..."do mar emergem as raízes deste povo, dele se eleva a sua história".

 

Nem imaginam o quanto e porque concordo com esta frase que está, aliás, registada e gravada a bronze num elemento escultórico no largo da Alminhas.

 

Nos primeiro tempos da fundação os homens da Cova amanharam o mar nas árduas lides das artes da praia (modernamente designada xávega).

Desde as últimas décadas do século XIX e até  meados do século XX  temperaram com o sal do mar do Atlântico norte o suor desse esforço insano, que foi a epopeia da pesca do bacalhau à linha.

Na frota da Figueira da Foz  as companhas dos esbeltos lugres bacalhoeiros eram, na sua grande maioria, compostas por homens da Cova e da Gala.

Longos meses vogando em alto mar entregues a si próprios na solidão dos dóris, sentindo no rosto  o afago amargo da surriada, temendo pelo inebriante e desorientador nevoeiro da Terra Nova e Gronelândia, perspectivavam a viuvez das mulheres e a orfandade dos filhos.

 

Por tudo isto, unanime e orgulhosamente aceite pela população da freguesia de S. Pedro, se justifica que, há mais de doze anos, exista o projecto de perpétuar, em elemento escultórico, (vulgo estátua) a mémória do homem do mar da Cova-Gala.

 

A verdadeira homenagem a este homem do mar é na  freguesia de S. Pedro que deve ter lugar!

 

Com a dignidade que os nossos antepassados merecem!

 

Tenho receio que tal dignidade seja conspurcada pelos interesses de ocasião que os anos eleitorais  são ávidos em proporcionar.

 

O facto desta homenagem, - que vai ser paga por TODOS NÓS ao contrário do que alguns pensam,  - estar a ser tratada e gerida nos confins dos segredos mais envergonhados e nas brumas de complexos temores de pelágia desconfiança, não augura nada de bom.

 

A cultura, se não for partilhada e vivida pelas comunidades a que dizem respeito é e será sempre MENOR.

 

Como, há quatro anos, foi MENOR a cerimónia do hastear dos símbolos hieráldicos da freguesia de S. Pedro que,  por imposição de interesses e negociatas politico-partidário pseudo independentistas, foi transformado num "grandioso e de sucesso" comício de propaganda eleitoral e a que não faltaram, inclusivé, aspectos censórios.

Foto de João Pita -Local da homenagem ao pescador?

 

 

Foto de João Pita - Obras para a estátua do Pescador?

  

 

 

Novo visual, mesma identidade!

 

 

Mudámos o visual deste espaço.

 

Usamos a imagem do que, de mais querido,

as pessoas nos permitiram recolher.

 

Uma imagem identitária de uma vida de trabalho

Entrelaçada em cordas, cabos, nós e laçadas.

Lançadas à vida entre o céu e o mar, suor e sal.foto João Pita

 

 

Ah, ... esse velho marinheiro.

Numa mão, retenido, o lais de guia,

A outra acenando...

A ti amigo, camarada, companheiro

Para onde vais?

 

Ao Te Adelino!

ainda aqui havemos de voltar.

 

 

Cova d'oiro é um conceito, uma realidade ou um sonho?

 

 

Tanto quanto nos é dado conhecer através da leitura dos livros do comandante João Mano, da consulta de diversa bibliografia e dos arquivos do Museu Marítimo de Ílhavo, é correcto afirmar que a Cova d’oiro foi, em primeira instância e no espaço temporal do terceiro quartel do século XVIII, um sonho vivido por quem, mercê de contingências várias e agrestes do destino, almejou fugir a uma vida de infortúnio, de doença, fome e morte.
  
Uma série de nefastas coincidências de factores ambientais e geo-climáticos, que foram alterando irreversivelmente, no decorrer dos séculos XVII e XVIII, a linha da costa na região de Aveiro e Ílhavo, afectaram negativamente as povoações piscatórias que viviam da ria, atingindo a sua plenitude da desgraça e calamidade entre os anos 1730 e 1757.
 
A decisão de fugir, de perseguir o sonho de atingir o local situado          …”algures na costa portuguesa mesmo a sul da foz do rio Mondego. Era como se dizia então um bom pesqueiro. Havia fartura de pescado e as artes, ainda novas e de não fácil manuseio, vinham carregadas até à vergueira de espécies saltitantes e …” variadas que, vendidas na jovem vila da Figueira da Foz, proporcionava o merecido pecúlio para o esforço do trabalho que dá o “amanhar do mar”, transformou-o em realidade quando um punhado de pescadores de Ílhavo, nossos antepassados e fundadores da nossa terra, se abrigaram na cava de uma duna, mesmo ali com a Cova d’oiro a seus pés.
 
Por fim, mercê de uma vida digna de trabalho no amanho do mar, quer neste que nos banha, quer noutros por esse mundo fora, esse legado identitário deve ser um conceito norteador das nossas acções enquanto povo. É neste conceito que assenta a identidade sócio-cultural da Cova e da Gala, hoje Cova-Gala e muito bem, fruto do desfiar inexorável dos tempos, que uniu os povoados.
 
Por outro lado, São Pedro é e sempre foi um abrigo de fé, que deu forças e vontade de alcançar o sonho, que protegeu e animou nos momentos mais difíceis. Mas, já o era nos idos tempos de Ílhavo e assim continuou a ser na Cova d’oiro, na Cova e na Gala e de muitas outras comunidades de pescadores espalhadas de norte a sul, por este Portugal. É, como se sabe, o Orago assumido pela quase totalidade das comunidades piscatórias não podendo ser, por isso mesmo, elemento identificador de nenhuma em particular.
 
Cova d’oiro, como conceito fundador e respeitado como legado sócio-cultural, deve ser entendido como, atrevia-me a dizer, o único farol norteador da acção de todos os que se preocupam com a identidade, principalmente a dos, por nós, eleitos e dele fiéis depositários na sua acção administrativa em ambiente democrático que é, ou devia ser, aliás, o único prevalecente.
 
Este espaço que tem, não por acaso, a denominação de Cova d’oiro, vamos preenchê-lo, prometemos, com esta temática. Visamos, como único objectivo, pugnar pelo engrandecimento da memória. Que ela possa, de alguma forma que não a saudosista, fortalecer, principalmente nos mais jovens, a identidade. Vamos fazê-lo, a um tempo tentando lembrar, a outro recomendar para os malefícios do esquecimento e ainda noutro tentando que os jovens, a seu tempo, nos possam representar nos mais variados espaços, entre os quais, a Assembleia de freguesia. Não como meras figuras decorativas e bajuladoras, mas antes como Cova-Galenses que, ao invés de se atirarem a um poço à espera que alguém lhes dê a mão, prefiram, olhos nos olhos, enfrentar as vagas do destino de peito aberto e fazer-se a qualquer tipo de mar com um objectivo definido, com um destino no horizonte, usufruindo entretanto as belezas e as contingências da viagem.
 
Tudo isto com uma velocidade própria de quem, não querendo ser a quinta da calma, não tenha, por outro lado, a ansiedade do imediato nem a pressa dos aflitos. Antes, a consciência que os tempos levam tempo a mudar.
 
Até já.
 
João Pita
 
 
 
 
 

Varina, filha da nossa gente.

  
foto de João Pita
 
 
 
- Sardinha fresca, sardinha fresca da praia!
  
O sol brilha no alto do céu azul e quente.
O mar chão acaricia as areias mornas da praia.
Lá  longe, mar adentro no molhe, a ronca está  calada. 
  
Varina, mulher do meu povo, filha da nossa gente.
Tua voz forte ecoa, trespassa as gentes e a calçada.
De madrugada acartaste barcos e não pareces cansada.
   
- Oh dona... tome lá um quilo... e bem pesada!
... Não tem escolha, é toda com'a prata!
- Leve que é pr'a acabar e ficar aviada!
 
Guardas o dinheiro da troca no regaço quente.
- Na, que ele é pouco e de muita precisão.
Teus filhos dele vão comer, calçar e vestir.
Por eles transborda de amor inquieto teu coração.
Tão cedo abalas, nem os vês medrar e para o mar partir
 
- Sardinha fresca, sardinha fresca da praia!
 
 À cabeça, a canastra de vime levas já  destapada.
Teus alvos braços erguidos, nús e arregaçados
Erguem o fecundo regaço quente e teu peito roliço.
À noite, cansada, teu homem e tu abraçados
Como mar e terra desde sempre ligados.
 
Sentes o fugaz do seu cio, qual sumiço.
Desconsolada, para o lado te deitas resignada.
 
Varina mulher do meu povo, filha da nossa gente
Teu avental bordado sorri, qual mar rendilhado
Teu homem não tem, hoje, mar que o apoquente.

 

 

Velho pescador do meu rio

 

 

O som do rio revolto ecoa no vulto negro das pedras do molhe recortado pelo branco da espuma da rebentação na barra.

  

O bater das águas na madeira frágil do bote não deixa ouvir o chapinhar dos remos.

Faz questão de mostrar quem manda, o Mondego, e faz-se ouvir, zangado, na noite fria de inverno.

Vulto erecto de oleado vestido segurando a rede, cabelos brancos de amarguras vividas ondulando ao vento. Por entre a chuva fustigada pelo vento vislumbra-se a silhueta do velho pescador do rio, em pé, no bote.

A gélida chuva escorre e serpenteia pelos sulcos das rugas que no seu rosto louvam a força que à má fortuna não cede.

Só a mão forte e calejada se finca num lamento, denunciando um desalento íntimo pleno de amarguras.

Seu companheiro não vê a lágrima furtiva que se mistura com a chuva, no seu rosto.

Com os olhos fixos na rede relembra, qual filme, todo o percurso dos seus anos.

Relembra o pavor do desconhecido quando, ainda menino e pela mão de seu pai, embarcou pró bacalhau.

A dor intensa do gelo da Gronelândia, qual punhal de vidro e aço, que lhe trespassava as mãos ao manejar o "trote", o "pucheiro", a faca, o "trole", a zagaia, o pingalim ou a isca, não foi nada comparada com a vaidade de ser "o primeira linha" ou o melhor escalador.

Relembra a meninice dos filhos. A angústia de, às vezes, os ter ouvido chorar com fome. A ansiedade de só ter conhecido o mais velho já quase com meio ano de idade.

O medo atroz que o fez rogar a Deus implorando que os tornasse a beijar, quando em pleno Atlântico naufragou e, alucinado de sede, os via junto a si dando-lhe forças para não desistir.

As saudades que deles sentiu, quando para a América fugiu. Já não os conhecia quando os viu.

Sua mulher, já velha, soube-lhe a fresca, a nova quando passados anos de separação a tomou. Foi como reviver a fogosidade dos anos da juventude longínqua.

Enterrou bem fundo dentro de si todos os temores da infidelidade traiçoeira que a separação favorece, mas o amor puro não consente.

 

Ah... Pescador ...

Ainda menino, pró bacalhau embarcaste

Já homem, pela América, fugido, andaste

E no Atlântico um dia naufragaste.

Fortuna, prós teus, sempre procuraste

Riqueza nunca encontraste.

Os teus, jamais esqueceste e sempre amaste

Os amigos, nunca olvidaste

Só de ti pescador, nunca te lembraste.

 

 

O rio, negro, furioso, altivo como que a expulsar-te.

O teu rosto sereno e forte todo o teu mundo retractando.

 

Meu Deus... Que contraste!

 

 

 

Caravela Sagres St MManuela e Creoula

João Pita

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